Um primeiro amor, o céu..
O céu de menina que olhava como se o brilho das estrelas se consistissem no brilho dos olhos dela, tratava a lua como mãe e foi dela quem pediu a primeira benção.
Estranho, ela nunca contou quantos vagalumes no céu voavam longe o alcance das suas mãos..
A primeira gratidão foi ao sol que esquentava aquelas manhãs um tanto frias da serra....
Depois re reconheceu o mar, aquele espelho....
Que em noite de lua fazia com que os vagalumes tomassem conta de seu corpo dentro d’agua fazendo dela assim, pedaço de céu pleno. Areia entre os dedos, gosto de sal, cheiro de maresia, calor. Foi o amor novamente.
Mais tarde enquanto aprendia a ser e crescer, se soube flor. E talvez, nessa transição tenha e preparado a olhar-se de modo consciencioso e perceber desta maneira a sua plenitude, a qual ela ainda busca palavras para explicar e um bom conceito para dar nome a esse estado... pensou em “luminescência” mas ainda não é isso.... bobagem de menina que gosta de dar letrinhas a tudo.
Porque essas letrinhas sempre foram de certo um amor, e amor não se guarda, se emana
então ela tenta dar a quem pode letrinhas... dar a quem pode amor.
14 de junho de 2010
4 de junho de 2010
poeira
O sol voltou a pôr-se e já lá vão uns diasQue acabo por não vê-lo entregue a noites friasHá sempre tanta coisa que no fundo não se entendeE há sempre tanta vida nas vidas de tanta gente...
Esperei por ti mas nunca vieste, apanhaste muito trânsito
É, neste mundo é mesmo assim, impregna as almas de pânico
Vi-me obrigado a ensinar-te o que tinha de aprender
É, nem tudo o que se perde é deitado a perder
Há quem sorria na morte e há quem morra a vida inteira
Mas no fim de contas é tudo poeira....
E nada acontece como se espera...
E é então que descobrimos
Que não somos já nós próprios
Tornámo-nos mais uma
Entre as outras fotocópias....
E no fim de contas é tudo poeira
Aprendi a não ser amo quando me tornei teu escravo
Apesar de ainda ser tudo, tudo isso ao fim e ao cabo
Só que agora já sei bem o que vale um homem livre
É, sei que a vida não vai ser nenhum sonho que eu tive
Escrevi-te alguns poemas mas arderam na fogueira
Sim, no fim de contas é tudo poeira
E até era bom acreditar no que o teu amor me deu
Mas todas as noites adormecias primeiro que eu
Há sempre alguém a quem não damos devido
A alguém a quem demos demais
Temos tendência a confundir o mundo inteiro
Com os nossos pais...
O sol voltou a pôr-se e já lá vão uns dias que eu não te encontro,
Que tu não me arrepias
Um dia hei-de dizer-te cada uma das verdades
Que me entopem a mente e me enganam aos bocados sim...
Chega um dia em que é preciso avançar por outra estrada
Sem esperar de nenhum ser absolutamente nada
jorge cruz
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