E a menina abriu sutilmente seus dedos para colher aquela esperança ainda em flor
Esperança de esperar a vida e o sorriso do menino galego,
Seu coração ainda palpitava e uma angustia batia
Batia forte também a vontade do desconhecido
Os olhos brilhavam acreditando na sorte de se esbarrarem pelas ruas de outros continentes
Aqueles ainda inabitados por ela
Aqueles onde ele vagava livremente desvendando seus próprios mistérios
Ela estava indo embora aos poucos,, algumas vezes até se dizia que ela não estava mais ali apesar de seu corpo.
E tudo dentro dela era graciosamente desajeitado e lúdico.
Ela esperava,esquecia, esparecia... mistura de esperar e esquecer
E amora era ela, do amor de muito dele, do amorcer... combinado de amor e ser, deles
E talvez apesar dos cabelos lilás, ela agora fosse um tanto mais azul, a cor dos zoinhos dele
Era areia entre os dedos, mar no corpo, gosto de céu na boca, borboletas voando e sol indo dormir, cintilante entre azul e o rosa.
Era sorriso largo incontido, antena ligada, reverberações com arrepio e cheiro de biju,, dos beijos e dos cheiros de lá ...
E ele não era loiro e nem moreno, nem branco nem pintado, não tinha olhos claros e nem escuros, embora se visse azul
Ele era a chance da cor do novo dia...
O acalento da nova noite...
Com o brilho de lua nos olhos e o lilás na pele e o coração colorido do azul ....

