queria escrever, mas minha cabeça não reage.
queria sair daqui, mas meu corpo não se move.
ouvi: isso também passa!
mas está custando muito a passar, a melhorar...
"
Solidão amiga do peito
Me dê tudo que eu tenha por direito
Me diga, me ensina
Ao dormir não sinto medo
Há um sol, existe vida
Me trate com jeito
Eu tenho saída
Eu quero calor e o mundo é frio
Minha vaidade não enxerga o paraíso
Eu preciso de alguém pra fugir,
sem avisar ninguém
Não vou olhar pra trás
A saudade está morta
E já não me importa
Está longe demais
Longe demais de tudo
Eu estou longe demais
Longe demais de tudo
Eu estou longe demais
Tão perto de mim
Tão longe de tudo"
14 de julho de 2010
14 de junho de 2010
luneta
Um primeiro amor, o céu..
O céu de menina que olhava como se o brilho das estrelas se consistissem no brilho dos olhos dela, tratava a lua como mãe e foi dela quem pediu a primeira benção.
Estranho, ela nunca contou quantos vagalumes no céu voavam longe o alcance das suas mãos..
A primeira gratidão foi ao sol que esquentava aquelas manhãs um tanto frias da serra....
Depois re reconheceu o mar, aquele espelho....
Que em noite de lua fazia com que os vagalumes tomassem conta de seu corpo dentro d’agua fazendo dela assim, pedaço de céu pleno. Areia entre os dedos, gosto de sal, cheiro de maresia, calor. Foi o amor novamente.
Mais tarde enquanto aprendia a ser e crescer, se soube flor. E talvez, nessa transição tenha e preparado a olhar-se de modo consciencioso e perceber desta maneira a sua plenitude, a qual ela ainda busca palavras para explicar e um bom conceito para dar nome a esse estado... pensou em “luminescência” mas ainda não é isso.... bobagem de menina que gosta de dar letrinhas a tudo.
Porque essas letrinhas sempre foram de certo um amor, e amor não se guarda, se emana
então ela tenta dar a quem pode letrinhas... dar a quem pode amor.
O céu de menina que olhava como se o brilho das estrelas se consistissem no brilho dos olhos dela, tratava a lua como mãe e foi dela quem pediu a primeira benção.
Estranho, ela nunca contou quantos vagalumes no céu voavam longe o alcance das suas mãos..
A primeira gratidão foi ao sol que esquentava aquelas manhãs um tanto frias da serra....
Depois re reconheceu o mar, aquele espelho....
Que em noite de lua fazia com que os vagalumes tomassem conta de seu corpo dentro d’agua fazendo dela assim, pedaço de céu pleno. Areia entre os dedos, gosto de sal, cheiro de maresia, calor. Foi o amor novamente.
Mais tarde enquanto aprendia a ser e crescer, se soube flor. E talvez, nessa transição tenha e preparado a olhar-se de modo consciencioso e perceber desta maneira a sua plenitude, a qual ela ainda busca palavras para explicar e um bom conceito para dar nome a esse estado... pensou em “luminescência” mas ainda não é isso.... bobagem de menina que gosta de dar letrinhas a tudo.
Porque essas letrinhas sempre foram de certo um amor, e amor não se guarda, se emana
então ela tenta dar a quem pode letrinhas... dar a quem pode amor.
4 de junho de 2010
poeira
O sol voltou a pôr-se e já lá vão uns diasQue acabo por não vê-lo entregue a noites friasHá sempre tanta coisa que no fundo não se entendeE há sempre tanta vida nas vidas de tanta gente...
Esperei por ti mas nunca vieste, apanhaste muito trânsito
É, neste mundo é mesmo assim, impregna as almas de pânico
Vi-me obrigado a ensinar-te o que tinha de aprender
É, nem tudo o que se perde é deitado a perder
Há quem sorria na morte e há quem morra a vida inteira
Mas no fim de contas é tudo poeira....
E nada acontece como se espera...
E é então que descobrimos
Que não somos já nós próprios
Tornámo-nos mais uma
Entre as outras fotocópias....
E no fim de contas é tudo poeira
Aprendi a não ser amo quando me tornei teu escravo
Apesar de ainda ser tudo, tudo isso ao fim e ao cabo
Só que agora já sei bem o que vale um homem livre
É, sei que a vida não vai ser nenhum sonho que eu tive
Escrevi-te alguns poemas mas arderam na fogueira
Sim, no fim de contas é tudo poeira
E até era bom acreditar no que o teu amor me deu
Mas todas as noites adormecias primeiro que eu
Há sempre alguém a quem não damos devido
A alguém a quem demos demais
Temos tendência a confundir o mundo inteiro
Com os nossos pais...
O sol voltou a pôr-se e já lá vão uns dias que eu não te encontro,
Que tu não me arrepias
Um dia hei-de dizer-te cada uma das verdades
Que me entopem a mente e me enganam aos bocados sim...
Chega um dia em que é preciso avançar por outra estrada
Sem esperar de nenhum ser absolutamente nada
jorge cruz
31 de maio de 2010
deve ser assim que se começa
Então,, ele tava por cá
ela tava por lá e pronto.
Mas como fazer pra entender a cabeça dessa menina
que só sente apego ao que não vai ser dela
ao que é de todos....o mar...
E como entender a necessidade dela de se afastar
A vontade dela de ir
O coração dela que não aceita exigencias
como algo que parece não fazer negociação
E então, como ele entenderia que houve encanto
por hora ela prefere ficar de canto
por não saber cantar as palavras do sorriso gostoso do menino
E como ela entenderia que não houve exigencias
E como ele entenderia que talvez possa ser medo
E como ela entenderia que talvez possa não ser apego
Ele tinha barba ruiva e lia o que ela gostava de ler
contava as hitórias que ela gostava de ouvir
entendia dos mesmos assuntos
e supreendia o dia com suas arrumações
Ela tinha cara de sono
Falava suspiro de modo engraçado
que causava riso nele
que causava nela....
28 de maio de 2010
assalto!
e foi de assalto e ele disse: passa a bolsa!!
e as coisas ficaram confusas,
onde esta a Renata?
Larguei a minha bolsa.
ta tudo bem?
....tinha coisas ali que eu gostaria de guartdar, outras que eu gostaria de ter, outras que me faziam bem.
naquela bolsa velha e surrada havia uma memória de lugares encantados e ainda se podia sentir o cheiro de mar, tinha algo vermelho que me lembrava carinho de mãe em despedida, algo azul claro que me lembrava natais coloridos.
tinha seriedade das matérias dadas em aula.
Tinha a imagem deles que me fazem bem e de minhas letrinhas, de mim em alguns tempos.
Tinha a segurança do chamado dinheiro.
Tinha o presente sendo feito.
e eles sem por favor, sem lógica olhando de cá levaram tudo que eu começava a me apegar.
e eles levaram tudo...
e mesmo assim ainda fiquei cheia, cheia de porques antigos, cheia de tudo que sempre tive, talvez agora com mais entendimento e verdade do que me é necessario.
naquela bolsa tinha pedaços do meu mim, mas eu ainda me sinto integra aqui.
levando a vida tranquila, sem apegos só com vida!
sem ter medo do mundo, sem ter medo do outro...
e as coisas ficaram confusas,
onde esta a Renata?
Larguei a minha bolsa.
ta tudo bem?
....tinha coisas ali que eu gostaria de guartdar, outras que eu gostaria de ter, outras que me faziam bem.
naquela bolsa velha e surrada havia uma memória de lugares encantados e ainda se podia sentir o cheiro de mar, tinha algo vermelho que me lembrava carinho de mãe em despedida, algo azul claro que me lembrava natais coloridos.
tinha seriedade das matérias dadas em aula.
Tinha a imagem deles que me fazem bem e de minhas letrinhas, de mim em alguns tempos.
Tinha a segurança do chamado dinheiro.
Tinha o presente sendo feito.
e eles sem por favor, sem lógica olhando de cá levaram tudo que eu começava a me apegar.
e eles levaram tudo...
e mesmo assim ainda fiquei cheia, cheia de porques antigos, cheia de tudo que sempre tive, talvez agora com mais entendimento e verdade do que me é necessario.
naquela bolsa tinha pedaços do meu mim, mas eu ainda me sinto integra aqui.
levando a vida tranquila, sem apegos só com vida!
sem ter medo do mundo, sem ter medo do outro...
25 de maio de 2010
para quando o amor se vai ao mais longe...
eu vou me lembrar de outro lugar onde lhe vi pela primeira vez...
dos outros primeiros beijos,
e tavez o pedaçinho de céu ainda seja o mesmo, daquele guardado em nossa boca
e ainda exista aquela constelação chamada teu olhar em que me vi pela primeira vez.
vou....
vou me lembrar de outro mar, verde como o menino ali, azul como a menina ali.
ainda sim, vou....
vou fazer paz das distancias que trilhamos
vou....
vou fazer riso dos aprochegos que ainda sobram
e me refazer possibilidades dos sentidos que sentimos (sen)sentido que ainda reverberam...
e ainda sim,
vou colar na parede o pedaço do sorriso que me deu pela primeira vez....
e guardar como recordação das memórias que você me fez
e brincar de tentar outra vez...
dos outros primeiros beijos,
e tavez o pedaçinho de céu ainda seja o mesmo, daquele guardado em nossa boca
e ainda exista aquela constelação chamada teu olhar em que me vi pela primeira vez.
vou....
vou me lembrar de outro mar, verde como o menino ali, azul como a menina ali.
ainda sim, vou....
vou fazer paz das distancias que trilhamos
vou....
vou fazer riso dos aprochegos que ainda sobram
e me refazer possibilidades dos sentidos que sentimos (sen)sentido que ainda reverberam...
e ainda sim,
vou colar na parede o pedaço do sorriso que me deu pela primeira vez....
e guardar como recordação das memórias que você me fez
e brincar de tentar outra vez...
14 de maio de 2010
hj di noite!
tava tudim cheio de farinha
bolinhas voando
amorosidade no coração
mas de repente....
noite escureu
e nada sobrou!
bolinhas voando
amorosidade no coração
mas de repente....
noite escureu
e nada sobrou!
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