Em cada olhar daquela manhã um tanto nebulosa...
Havia ainda a escuridão sem estrelas
Os trejeitos deles se confundiam
Por hora ela estava tímida demais para sorrir de canto de boca
embora gostasse das coisas encantadas
Ela aprenderá com aquele eu escondido no fundo de seu baú
a fugir e a ter vergonha do acaso e das novas
A folia se fazia por todos os lados
menos naquele pedaçinho de boca
Que tinha medo do tic-tac ter passado e de nada ter adiantado,
de toda verdade que sentiu ter se diluído pelo vento que não soprava
e ter virado um tipo de passado ao invés de futuro - Aquilo que vai ou tem que acontecer,, porque embora esteja no futuro há um tanto de passado contido que destina o presente... como quem escreve seus sonhos
nas arvores e sorri pros seus amores em dias de sol.
Ela sentia seu coração novamente pequeno e embaraçado
Por vezes ardia aquele grão de areia que ficava por debaixo das unhas
Aquele que incomoda, mas lembra mar...
O coração fervilhava, ela se escondia
E o pouco de coragem que ainda se fazia presente
a transformava em semente certa que era preciso morrer um tanto pra viver mais
Dele ela não sabia...
Nem dele nem das suas vontades, mas hora ou outra ela o via nas paredes,, nas ruas, na sua vida....
