20 de janeiro de 2010

sufocada pelo ar


Ela nunca vai ser a menina que vai arrancar os sorrisos do papai

E nem muito menos ser o orgulho da mamãe
Os outros reconheceram de longe a loucura
Os poucos com olhar mais atento chegaram a ver certa virtude
Ela desde sempre vai saber das dores do mundo
Vai plantar sonhos e acreditar em verdades mal ditas
Vai rir quando perceber que apostou suas fichas nos buracos da vida
Ela beberá remédios tentando esquecer o que não se esquece,
Fará fumaça tentando se encontrar
E vai se afogar toda vez pra viver um pouco mais
E não riam dela
Porque mesmo assim ela vai dizer ser feliz,,
E dentro daquilo que ela possui entre seus dedos ela realmente é
Olhe com atenção sua aparência bonita e estranha e perceba
Que ela não é a vitima
É apenas a mulher que tentou deixar de ser menina
E se perdeu no caminho
Por não acreditar que aquele fosse o caminho dela
Por não acreditar no mundo que se fez
E por ser pesar
Não levem a mal se ela for embora assim
Ela não encontrou ligação com a realidade que á cerca

17 de janeiro de 2010

catando conchinhas


Vejo o tempo passar, a contagem regressiva das pessoas, e aqui tudo é rápido, porém minha espera não tem parada e nem pretensão de ter fim;
A saudade sufoca e um tanto de arrependimento me assola, parece que perdemos a hora certa, perdemos aquele instante antes das mãos se tocarem no meio da rua.
A sua ausência se faz presente em cada novo minuto, debaixo d’água, nas árvores, no teto destrelas, no calor dos dias, no café da manhã e no silêncio das noites
Me pergunto quantas reverberações ainda sentirei e como é possível sentir isso só, sentir sem ti?
Sei que posso estar sendo injusta colocando você ou a sua falta como causa fundadora dessa tristeza que me consome, mas não me entenda mal é que ando me sentindo pela metade, pela periferia de mim mesma.
E essa falta de pontos finais, me causa embaraço, enjôo e por vezes risos largos que quando chegam provocam maresia nos olhos e soluço no coração. O poder avassalador dos risos que apagam qualquer espécie de sofreguidão anterior.
Por muito pensei q só precisaria ouvir você dizer que me ama, que precisava de teu aprochego.
Na verdade meu querido, eu preciso te dizer que te amo e me libertar um pouco mais dos meus silêncios e da minha criatividade obscura para casos de amor impossíveis.
Talvez te ame pelo simples fato de não precisar de você ou ame você demais só por não ser o certo... mas quem vai a juízo?
E de repente como um soluço de esperança, nesse coração já contido, te vejo chegar e sorrir pela janela... e estais aqui.
Maresia nos olhos,
coloridos na boca
e tudo se apaga,
pela presença ilusória de ti...

13 de janeiro de 2010

coisas do baú II


Num bloquinho papel e papelão

Pilo e coração
Num bloquinho aquelas letrinhas,,
Roxas ou lilás
Aquelas letras de paz
Tanta contextualização
Tantas nuvens, tantas emoções
Só pra sentir, só pra ter noção
Da cor; do gosto e daquele sorriso iluminado
E leve que surgiu aos olhos dele
Tanto embolo;; tanto rolo;; tantas voltas
Aquele gosto de criança,
Aquele gosto de lua
Só pra a ouvir dizer:
Sou tua

coisas do baú I


E depois de tanto andar, de tantos desertos e jardins, de tantas flores

Ela se viu.
Percebeu como cada caminho, cada escolha, era única.
Percebeu também,que o estado de descoberta é maior que a descoberta de fato
e o fato de não se descobrir
e que nem mesmo o mar_amado_mar, nem as areias,
nem mesmo aquelas flores do jardim
se comparavam como a ter a liberdade de ter um lar para se Rê tornar.
Ela despertava, aos poucos,
e o que se fez clarão
foi se apagando aos poucos
como um vaga-lume que perde a vida,,
fez silêncio
Ela já não tinha pra onde voltar,,
Ela já não sabia se ali ainda existia
algum espaço de amor.

coisas do Baú

Em todas as palavras escritas até aqui
E todas as músicas cantadas por ti.
Me trazem um rasgo de angustia
E um sorriso indiscreto
Pensando em você o dia inteiro
Pensando em você para sobreviver
Nessa imensidão de pequenas coisas
E grandes histórias
Você sorria pra mim
Sim, eu te via embaraçado
E você se fez embaralhado dentro dessa mente
Atordoada.

5 de janeiro de 2010

Por amor, ou por besteira?


E foi por besteira que decidiram se conhecer,,
Mistura de dois mundos que talvez só Verger pudesse explicar,,
Ele tinha todos os detalhes que nela se encantava mais
noite escura., céu estrelado e lua encarnada
Os detalhes eram brilhantes e a realidade obscura
Ela procurava um herói não tão convencional,,
Amor de brincadeira
Estranhos laços e idéias ...
O mesmo bairro,,
As mesmas coisas
Os mesmos bares
E nunca mais se viram
Não há nada mais passional do que a solidão em pequenos metros...
Quando ainda se nota no meio do asfalto,
pequenos soluços,
Existe ainda um tanto de amor
escondido no canto do sorriso dela
indo em direção a Ele!


"A menina esperava seu homem chegar
E olhava todo dia a linha do mar
Ele só quer escutar o que ela quer dizer
Ela sabe do desejo do seu coração
Aí ela disse: vai querer?
O menino esperava sua mulher chegar
E andava todo dia em cima do mar
Ela só quer escutar o que ele quer dizer
Ele sabe do desejo do seu coração
Aí ele disse: por amor, ou por besteira?"
Chico Science