Ser amor.
Eu fui
Nós fomos
Será que ainda somos
E quanta saudade cabe?
18 de maio de 2009
12 de maio de 2009
De mim só o ser
Parto-me
Saio da barriga,,
Eu, minha mãe, minha filha, sinto as dores e a sensação indescritível de gerar e nascer.
Re nascer.
Re descobrirei...
Meus nomes, minhas cores.
De mim só o Ser.
Parto-me
Amanhã não me rasgarei e não me pintarei de alegria só para que acredite nela.
Se pudesse, também te partia e depois te colava de um modo cubista, todo desencontrado.
Te pintava de verde, de azul, de púrpura.
Te colocava nariz de palhaço, sorriso de criança e olhos de estrelas.
Re criaria!
Parto-me
Vou pra o outro lado da calçada, da Lua.
Vou pra longe,, e que esse longe não se torne perto.
Vou querer mais...
Vou querer você,, e vou negar.
Re negar!
Parto-me
E ponho você no mundo,
Parto-me
E atravesso a rua,
Parto-me
E as lágrimas molham o papel e te vejo abrir o guarda-chuva.
Parto-me
Pra ti colocar no mundo
Pra perder o medo do escuro
Pra vida ser bem vinda
Pra você rir, pra você cantar
Parto-me
Pra ser criança
Para o Re nascer,
Para o Re criar,
Para o Re descobrir...
Para o Re negar dores.
E quem sabe um dia
O Re amar!
9 de maio de 2009
a saudade
No meio do caos,, paz
E foi assim que ele a cativou,,
Ela, ela era...
Ás vezes, confesso,, era vazio,,
talvez por olhar para o banco da padaria e ver ele,
talvez por pensar em sorvete e pensar nele!
E de tanto pensar mesmo na gigantesca distancia de uma rua,,
a saudade se fazia menor
Afinal de contas ele estava com ela,,
ela sabia, mas ele nem desconfiava!
E o vazio foi se tornando cheio,,
A saudade presença
Essa mania de menina de não respeitar espaços...
E todo dia ela acordava com ele,
E de tanto pensar
ele acabava dormindo com ela!
8 de maio de 2009
mais flor

E nem todos os dias
nem todas as cores podiam fazê-la sorrir mais.
O divino se fazia na linha tênue do céu e do inferno.
Por vezes,, o corpo dele era sorriso
por vezes, era lágrima.
E Ela não se cansava de chorar rindo.
O reconhecimento da dor nela não era silêncio...
era Voz, não tão suave... Nem tão fria.
Admitia Ela que sentia sua gigantesca alegria em meio aquilo tudo.
Um embaralhado de sentimentos tão infinito quanto suas flores.
E a chuva incessante, dentro e fora do quarto,
fazia dela mais Flor.
Fazia chuva.
Fazia Amor.
PS.: corrigido por uma abelha.
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