31 de maio de 2010

deve ser assim que se começa


Então,, ele tava por cá
ela tava por lá e pronto.
Mas como fazer pra entender a cabeça dessa menina
que só sente apego ao que não vai ser dela
ao que é de todos....o mar...
E como entender a necessidade dela de se afastar

 A vontade dela de ir
O coração dela que não aceita exigencias
como algo que parece não fazer negociação
E então, como ele entenderia que houve encanto
por hora ela prefere ficar de canto
por não saber cantar as palavras do sorriso gostoso do menino

E como ela entenderia que não houve exigencias
E como ele entenderia que talvez possa ser medo
E como ela entenderia que talvez possa não ser apego

Ele tinha barba ruiva e lia o que ela gostava de ler
contava as hitórias que ela gostava de ouvir
entendia dos mesmos assuntos
e supreendia o dia com suas arrumações

Ela tinha cara de sono
Falava suspiro de modo engraçado
que causava riso nele

que causava nela....

28 de maio de 2010

assalto!

e foi de assalto e ele disse: passa a bolsa!!
e as coisas ficaram confusas,
onde esta a Renata?
Larguei a minha bolsa.
ta tudo bem?
....tinha coisas ali que eu gostaria de guartdar, outras que eu gostaria de ter, outras que me faziam bem.
naquela bolsa velha e surrada havia uma memória de lugares encantados e ainda se podia sentir o cheiro de mar, tinha algo vermelho que me lembrava carinho de mãe em despedida, algo azul claro que me lembrava natais coloridos.
tinha seriedade das matérias dadas em aula.
Tinha a imagem deles que me fazem bem e de minhas letrinhas, de mim em alguns tempos.
Tinha a segurança do chamado dinheiro.
Tinha o presente sendo feito.
e eles sem por favor, sem lógica olhando de cá levaram tudo que eu começava a me apegar.

e eles levaram tudo...

e mesmo assim ainda fiquei cheia, cheia de porques antigos, cheia de tudo que sempre tive, talvez agora com mais entendimento e verdade do que me é necessario.

naquela bolsa tinha pedaços do meu mim, mas eu ainda me sinto integra aqui.
levando a vida tranquila, sem apegos só com vida!
sem ter medo do mundo, sem ter medo do outro...

25 de maio de 2010

para quando o amor se vai ao mais longe...

eu vou me lembrar de outro lugar onde lhe vi pela primeira vez...
dos outros primeiros beijos,
e tavez o pedaçinho de céu ainda seja o mesmo, daquele guardado em nossa boca
e ainda exista aquela constelação chamada teu olhar em que me vi pela primeira vez.

vou....
vou me lembrar de outro mar, verde como o menino ali, azul como a menina ali.

ainda sim, vou....
vou fazer paz das distancias que trilhamos

vou....
vou fazer riso dos aprochegos que ainda sobram
e me refazer possibilidades dos sentidos que sentimos (sen)sentido que ainda reverberam...

e ainda sim,
vou colar na parede o pedaço do sorriso que me deu pela primeira vez....
e guardar como recordação das memórias que você me fez
e brincar de tentar outra vez...

14 de maio de 2010

hj di noite!

tava tudim cheio de farinha
bolinhas voando
amorosidade no coração

mas de repente....

noite escureu
e nada sobrou!

7 de maio de 2010

Elephant Gun

A canção entrava nos ouvidos dela pelo o resto da noite...
Ela queria saber o que aqueles sons significavam,
não as palavras
“And it rips through the silence, all. That is left is all. That I hide”
Mas os sons?? O que elá escondia??
E o não saber ainda a embaralhava...
as lembranças que vinham eram suavez e gostosas apesar do nada que ela sentia...
Não era como ver um copo meio vazio e sim, se reconhecer nesse estado total de novas possibilidades.
Era como ver um corpo estirado carinhosamente no meio do espaço ao lado das estrelas... e o que havia ali dentro?  O que aquele corpo deveia estar pensando para se deitar no espaço?
Ela não sabia de tudo, ela sabia do nada!
Porque apesar do seu aparente não saber, ela se achava sabendo demais e sabia tanto que chegava a não saber oque nela se fazia presente...
Seus olhos tilintavam:
Amor platônico,
Encantamento ou algo que quis por amor ou besteira...não me lembro...mas que continua e acaba a cada domingo ou terça-feira!
Ele,, com a mente mais perto do que devia e o corpo mais longe que gostaria.
Tudo aquilo, que se começou não sei quando, que não deu certo desde sempre e que ainda maquina na cabeça dela se um dia irá dar e se só é bom por que nunca deu certo.
E se não deu certo porque foi tão bom?
E tudo isso faz parte do vazio total....
Ali também se encontram os amigos-amores de infância que conheceu a pouco e que desde o primeiro “oi” lhe deram todas as crenças pela gratidão do existir...
Os modos diferentes de se tomar café, também fazem parte disso, as nuvens brancas que saem da boca ao cair da noite, as palavras e o conhecimento formal, como por aqui chamariam a encantava de um modo que ela ficava com as bochechas rosadas e testas franzidas querendo tanto saber o por que de tudo aquilo...
As imensas árvores, a sua força, a sua flor e a sua saudade.
Ela sabia de tudo isso e mesmo assim ainda não decifrara os sons daquela musica
O não saber a embebedava pelo correr da noite....
E talvez a música já nem a importava tanto....
E no final das contas talvez ela só quisesse saber se seus pés, mãos e nariz ficavam gélidos pela experiência total de estar vivo, pela saudade, pelo novo ou pelo frio mesmo?

3 de maio de 2010

estado lunar!


Ela não teria muito a dizer,,
mas esperava que o Efeito Lunar dentro dela não passasse
o Reboliço de Ancas
Coração a Mil
Amor Latente
o Mundo nas Pontas dos Dedos
Devoração!
Risos de Canto de Boca
Olhares Maliciosos
Ternura.

o segredo de uma multidão
culpa o nome dele
vontade o nome dela
por um tanto de brincadeira
por um tanto de amor
por um tanto de liberdade
e aproxego!

"Ela é minha orgia Meu quitute Insaciável apetite Numa ceia de natal
Ela é minha bela Meu brinquedo Minha certeza, meu medo É meu céu e meu mal
Ela é o meu vício E dependência Incansável paciência E o desfecho final
Minha meta, minha metade Minha seta, minha saudade
Minha diva, meu divã Minha manha, meu amanhã"
Lenine

1 de maio de 2010

quando ela chegar...



há uma certeza que não necessariamente seja verdade
que me traz certa angustia e certo amor
parece que o tempo aqui é curto e minha flor não vai durar muito
mas entenda eu fui flor
e isso já é uma plenitude que cheguei por merecimento e gratidão
entendam quando a hora chegar
e eu sei que vai chegar
quero encara-la com brilho nos olhos
graciosidade e leveza
não importando muito como aconteça
sabendo que perdoei e fui perdoada
pelo simples fato de ter me conhecido
por viver dentro de mim!
quero aplausos se eu merecer,,
quero dia de sol e mar
quero ser levada pelo vento....
quero ir embora com a mesma amorosidade que cheguei...
quero amor mór...
quero ser motivo de abraço e risada
é que essa hora vai chegar
ás vezes posso até ver
e quando for e eu for
que seja com amor
de quem viveu bem e muito!