A canção entrava nos ouvidos dela pelo o resto da noite...
Ela queria saber o que aqueles sons significavam,
não as palavras
“And it rips through the silence, all. That is left is all. That I hide”
Mas os sons?? O que elá escondia??
E o não saber ainda a embaralhava...
as lembranças que vinham eram suavez e gostosas apesar do nada que ela sentia...
Não era como ver um copo meio vazio e sim, se reconhecer nesse estado total de novas possibilidades.
Era como ver um corpo estirado carinhosamente no meio do espaço ao lado das estrelas... e o que havia ali dentro? O que aquele corpo deveia estar pensando para se deitar no espaço?
Ela não sabia de tudo, ela sabia do nada!
Porque apesar do seu aparente não saber, ela se achava sabendo demais e sabia tanto que chegava a não saber oque nela se fazia presente...
Seus olhos tilintavam:
Amor platônico,
Encantamento ou algo que quis por amor ou besteira...não me lembro...mas que continua e acaba a cada domingo ou terça-feira!
Ele,, com a mente mais perto do que devia e o corpo mais longe que gostaria.
Tudo aquilo, que se começou não sei quando, que não deu certo desde sempre e que ainda maquina na cabeça dela se um dia irá dar e se só é bom por que nunca deu certo.
E se não deu certo porque foi tão bom?
E tudo isso faz parte do vazio total....
Ali também se encontram os amigos-amores de infância que conheceu a pouco e que desde o primeiro “oi” lhe deram todas as crenças pela gratidão do existir...
Os modos diferentes de se tomar café, também fazem parte disso, as nuvens brancas que saem da boca ao cair da noite, as palavras e o conhecimento formal, como por aqui chamariam a encantava de um modo que ela ficava com as bochechas rosadas e testas franzidas querendo tanto saber o por que de tudo aquilo...
As imensas árvores, a sua força, a sua flor e a sua saudade.
Ela sabia de tudo isso e mesmo assim ainda não decifrara os sons daquela musica
O não saber a embebedava pelo correr da noite....
E talvez a música já nem a importava tanto....
E no final das contas talvez ela só quisesse saber se seus pés, mãos e nariz ficavam gélidos pela experiência total de estar vivo, pela saudade, pelo novo ou pelo frio mesmo?
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