O sol se levantava pontualmente as seis e dezoito da manhã do dia de sabado, acordando a nega pela janela da casa de estuque.
Começava sutil com raios aconchegantes pelos pes e gradualmente de forma delicada lhe subia as pernas ate a face,
ficava assim na altura dos olhos como quem pede para ser visto, era o modo gracioso de dar bom dia a menina.
Segundo as lendas ao redor de Mali, o país que carregava nela a batida africana do coração, era assim que se fazia amor, pelos olhos...
As cores da menina que habitava aquela cidade, escrita tambem por numeros e letras 11° 16' 0"N, 6° 30' 0" W, era diferente, enquanto as mulheres usavam o verde, amarelo e vermelho a menina era purpura no cabelo e por detras dos olhos.
Com a facerice nas mãos e uma certa magia ela cuidadosamente pintava os pes com mar, aquela agua salgada, imensa, onde se 'e mais leve e não se precisa de vento para sorrir.
O mar dela era verde cristalino ou azul iluminado, dependia muito do que nela havia, se era saudade e solitude, que nada tem haver com sofrimento, era verde. Mas se fosse esperança, ah mas se fosse esperança do novo, ela graciosamente pintava de azul. A cor da esperança de tocar o ceu, ja que ate então, não se tinha ainda colocado o ceu em potes de cor. Esperança tambem de um dia sentir o cheiro daquilo salgado que lhe tilintaria os olhos de felicidade e arderia o coração de pensar na imensidão de se sentir pequenina e enorme.
Existia dias não muito raros que ela pintava o p'e esquerdo de verde e o direito de azul, as vezes fazia ondas outras não, como se falasse calada.
Era a unica nega a ter pes cor de mar e purpura por de traz dos olhos daquela região que podia se escrever por letras e numeros.
com os dedos na terra e um amor infinito, toda noite como era bonito de se ver e sempre ressaltava ela devemos fazer, a nega ia se despedir do sol,
um habito um tanto bobo e infantil que so mesmo tendo a plenitude de criança e o desprendimentos de quem 'e bobo para se entender.
segundo a propria em carta redigida a punho na terra com simbolos que para ela era melhores do que as letras e numeros de seu lugar amado dizia:
Nunca deixe de se despedir de alguem, ir embora 'e sempre uma atividade importante e necessaria mesmo que não pareça de imediato. quem vai sempre reconhece a necessidade de ir e quem fica sempre percebe a importancia da viagem ou do viajante.
e ela vai alem,, ela explica aind acomo se da uma despedida que pelo que entendi vai do grau de amor feito pelos olhos e pela distanicia
1) quando o rencontro e breve pode-se dar um "inte" ou "tchau" distante, normalmente acompanhados de aceno de mãos.
Modestia parte não gosto muito desse estilo apesar de ser muito usado
2) quando se demora um certo tanto que não chega a ser um tantão para rever a pessoa. Dar -se o "tchau" e em seguida um abraço muito demorado porem apertado
3) ja para tantos de distancia consideraveis deve-se dizer se vai ou não sentir saudades, logo depois o abraço seguido de beijo.
Ps.: em caso de duvida sobre a saudade e sempre bom dizer que ela vai existir, e como se plantassemos roseiras no coração dos outros, aquelas coisas bonitas, coloridas e cheirosas que aguentam solos que tilintam e sol que gostam de pes pintados de mar
4)o quarto modelo e mais dificil de se encontrar pois necessita de um aprochego de almas maior, oque o torna bonito e raro. e utilizado quando não se sabe quando sera o reencontro. nele e bom um beijo apos ou entre a saudade e o abraço sem se esquecer do sorte na vida e espressão de fe nos olhos.
5)este e o mais raro pois não exige so um aprochego de almas, mas e necessario não ter ou doar amor, mas cria-lo oque se faz com os olhos e certamente por isso e o mais encantador, possivel de se contar nas pontas dos dedos. Essa modalida ocorre quando não se sabe se havera reencontro, 'e quando se sabe que se encontrou um outro que lhe possibilita conhecer o seu eu proprio e a magia que existe ao redor dos cilios que não enchergamos. Nesse caso não se fala sobre saudade e não precisa desejar sorte. Se faz amor pelos olhos em meio a silencio de boca e barulho de coração, se da um beijo leve, pois quem vai precisa de leveza, um abraço, não muito apertado ja que e necessario liberdade, mas demorado o suficiente para gravar o cheiro do pescoço e a textura do cabelo, o calor do corpo o tamanho da pessoa e o arrepio no coração.
gostaria de dizer, diz ela, que todas as modalidade devem ser acompanhadas sem lagrimas ou aperto e sim com um sorriso ja que se reconhece a necessidade e a importancia do afastamento... mas as lagrimas são bem-vindas ja que molham a roseiera, porem não se esqueçam que o sorriso acalenta e se torna força que mantem a roseira em pe.
e la ia ela cheia de suas teorias se despedir do sol, com seu passa-tempo preferido... ver o tempo passar. Ela adorava ver as cores mudando ao longo do dia e pensava como seria bonito aquilo tudo com o mar. quando chegava a lua ela pensava em alguem pra amar e ficava encantada com tamanha luz... a lua por la era gigantesca e tão iluminada que tornava a menina pedaço de estrela.
ela se sentia s'o dentro dessa multidão imensa que transborda ao seu lado e que sem querer roubava-lhe os espaços
ela sentia saudade de pessoas especificas e de amores vividos,,, não de todos,, mas de uma boa parte...
sentia aperto tambem na imagem dele sentado e dela mesma deitada no seu colo,, do lado do lago quadrado...
uma sensação estranha tendo em vista que os dois nunca se tocaram ou trocaram olhares,, estranha pois a musica dos sorrisos ecoam...
e quando a campainha tocava ela acha que pode ser ele voltando e o coração se enche
e quando ela acorda nas manhãs azuis de raios timidos ela sabe que o novo sempre chega e lhe vem o sorriso aos ouvidos
por'em, entre tanto, ela prefere o pintar os pes com seus mares ceu ou arvore que a presenteia pelos dias com flores estrelas


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