Vejo o tempo passar, a contagem regressiva das pessoas, e aqui tudo é rápido, porém minha espera não tem parada e nem pretensão de ter fim;
A saudade sufoca e um tanto de arrependimento me assola, parece que perdemos a hora certa, perdemos aquele instante antes das mãos se tocarem no meio da rua.
A sua ausência se faz presente em cada novo minuto, debaixo d’água, nas árvores, no teto destrelas, no calor dos dias, no café da manhã e no silêncio das noites
Me pergunto quantas reverberações ainda sentirei e como é possível sentir isso só, sentir sem ti?
Sei que posso estar sendo injusta colocando você ou a sua falta como causa fundadora dessa tristeza que me consome, mas não me entenda mal é que ando me sentindo pela metade, pela periferia de mim mesma.
E essa falta de pontos finais, me causa embaraço, enjôo e por vezes risos largos que quando chegam provocam maresia nos olhos e soluço no coração. O poder avassalador dos risos que apagam qualquer espécie de sofreguidão anterior.
Por muito pensei q só precisaria ouvir você dizer que me ama, que precisava de teu aprochego.
Na verdade meu querido, eu preciso te dizer que te amo e me libertar um pouco mais dos meus silêncios e da minha criatividade obscura para casos de amor impossíveis.
Talvez te ame pelo simples fato de não precisar de você ou ame você demais só por não ser o certo... mas quem vai a juízo?
E de repente como um soluço de esperança, nesse coração já contido, te vejo chegar e sorrir pela janela... e estais aqui.
Maresia nos olhos,
coloridos na boca
e tudo se apaga,
pela presença ilusória de ti...
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Ahh Luna Luneta, belissímo texto.
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