10 de setembro de 2009

a aurora da dona lua


Eu era uma menina e ele um homem que não sabia que me tinha nas mãos
Ele era um menino e eu uma mulher que não sabia que o tinha na mão
E por essas ausência de saberes e de sentires tudo foi ficando fechado, oco, preso
As mãos foram se fechando ao invés de se encontrarem
O amor foi se acabando...
A solidão foi se achegando
E a vida passou a sufocar
Os risos antes incontidos
Foram guardados cuidadosamente em seus pequenos frascos
do perfume do menino
do perfume da menina
que quando abertos exalavam sorriso coloridos
um cheiro e uma voz
que cantavam amor para lua em plena aurora
E tudo se fez vento

E tudo se fez fim

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